sábado, 26 de outubro de 2013

Rivotril, o amor e outra drogas...

         Em anos de Rivotril e consumos excessivos contra a ansiedade, a aflição e a angústia (afinal o excesso de Rivotril fala da escassez de amor - por nós mesmos, claro - ), devemos dar amor, mas amor de verdade. Sou por menos Rivotril e mais carinho. O Rivotril é, segundo dados do IMS Health, o segundo remédio mais vendido no Brasil. Sou por encararmos com maturidade as angústias, os ritos de passagens, as dores do crescer. Ser vulnerável também pode ser bonito. Que possamos ser mais corajosos quando o assunto é dar afeto e ter amor e expressar sentimentos. Tem sentimentos que Rivotril nenhum cura, mas, poema sim. Aí vai um do Vinícius de Moraes, musicada agora pelo cantor Seu Jorge e também pela cantora Céu, para os momentos piegas nosso de cada dia:
Tempo de Amor
"Ah! Não existe coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger de um amor a mais
O tempo de amor é tempo da dor
O tempo de paz, não faz nem desfaz
Ah! Que não seja meu
O mundo onde o amor morreu..."

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